terça-feira, 19 de outubro de 2010

liberdade (claro está) pessoal (escuro) e colectiva (nem por isso)

quantos somos livres?
o que é liberdade?

o ser humano é um ser de expressão, à partida, racional e intelectual. Tende a necessitar uma constante acção face ao quebrar barreiras para se sentir parte do imenso oceano em que se insere juntamente com as outras gotas. A motivação chama-se sobrevivência, variam os meios e os verdadeiros fins.

A instrução e formação intelectual são, a meu ver, caminhos para a liberdade do Homem... quanto mais não seja liberdade intelectual. Elitismos à parte: não é preciso ser um ser com QI fora do comum para se ser livre, não é preciso ter-se uma formação académica para se desenvolver capacidades intelectuais... Poucos somos livres de preconceitos, poucos não somos elitistas e poucos não sofremos de uma ligeira sensação de perseguição.

O estado actual do país, da europa, do mundo, está cada vez mais voltado para o "embrutecimento" intelectual dando lugar ao conformismo e à escravidão voluntária... cabe a cada Homem quebrar, dentro do seu ciclo de direitos e deveres, a permanência na ignorância.
O conhecimento está aí para quem o quiser usar.

O existencialismo diz que é impossível haver uma comunicação completa entre o ser humano e que quantas mais explicações objectivas se tentam encontrar menos explicações se encontram na verdade. O Homem comum dos séculos XX e XXI (muito abrangente a afirmação que se segue) está obcecado com a explicação do seu papel no Mundo no meio de tanta chuva informativa, escumalha pseudo-intelectual materialista, moeda e mercado, tecnologia e futilidades; e vemos a ideologia morrer e a fiolosfia perecer, em troca do material e do consumo.

Somos todos pequenas gotas no oceano e, dirão, nada podemos mudar. Mas há bem pouco alguém me disse "eu sou a tua pequena gota no meio do oceano"... e é esta quebra na incomunicabilidade entre os seres racionais que poderá proporcionar conexões verdadeiras de amizade e compreensão que o cristianismo tanto propagou como que cuspindo para o chão este preceito com falsas aparências... Aprendemos, temos essa capacidade, uns com os outros... Enquanto formos humildes para perceber que todos temos diferentes conceitos de liberdade e que temos a quase "obrigação" de ouvir o próximo aprenderemos uns com os outros e desenvolveremos novas noções da liberdade e do respeito mútuo e da entreajuda, caminhando para a liberdade... seja ela o que for na sua essência...

Liberdade, claro está, todos queremos. Liberdade pessoal, escura noção da liberdade que provoca nas sociedades um ódio e egoísmo entre todos (não devido ao seu conceito mas à sua interpretação estatal, comunal, social...etc...), todos queremos. Liberdade colectiva, nem por isso existe devido a todos os tabus e "névoas" mediáticas e políticas (retóricas...) que nos regem de certa forma, todos deveríamos procurar... Libertar uma comunidade das enormes manchas provocadas pela estupidez dos tempos modernos é caminhar para a liberdade de cada membro e do Homem em geral.

Mais não direi por agora, mas prometo continuar, humildemente buscando mais e mais formas de por em palavras o meu pensamento, libertando-me dia a dia.

saudações, então, libertárias

domingo, 17 de outubro de 2010